Globalmente, o desmatamento continua sendo um problema crítico, com uma estimativa de 10 milhões de hectares de floresta perdidos a cada ano, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A floresta amazônica, frequentemente chamada de “pulmões da Terra”, sofreu um desmatamento significativo, com aproximadamente 171 mil hectares de sua área perdidos nos últimos 50 anos.
Portanto, a introdução do Regulamento da União Europeia sobre o Desmatamento (EUDR) é uma resposta a essas estatísticas alarmantes, visto que a UE procura desempenhar um papel de liderança na reversão da tendência do desmatamento global.
As medidas legislativas da UE visam reduzir as emissões de carbono causadas pelo consumo, na UE, das mercadorias em questão em pelo menos 32 milhões de toneladas métricas por ano.
O que é o Regulamento da União Europeia sobre o Desflorestamento (EUDR)?
O Regulamento da União Europeia sobre o Desflorestamento (EUDR), formalmente conhecido como Regulamento (UE) 2023/1115, é uma legislação histórica que visa conter o desflorestamento global, particularmente impulsionado pela procura de produtos agrícolas.
Introduzido pela União Europeia, o EUDR visa garantir que os produtos que entram no mercado da UE não contribuam para o desmatamento ou a degradação florestal, uma vez que estes são um fator significativo nas alterações climáticas, na perda de biodiversidade e na degradação dos ecossistemas.
Algumas das etapas importantes da cadeia de suprimentos da EDUR a serem seguidas são:
- CrescenteAs mercadorias devem ser produzidas de forma legal e sem desmatamento. É essencial coletar dados de geolocalização da área de produção.
- Comércio e transporte marítimoDurante o comércio e o transporte, as mercadorias isentas de desmatamento e em conformidade com a legislação devem ser mantidas separadas dos demais produtos. É proibida a mistura de mercadorias em conformidade com as normas e mercadorias que não estejam em conformidade, ou aquelas de origem incerta.
- ImportaçãoAntes de introduzir um produto no mercado da UE, os importadores são obrigados a realizar a devida diligência. Devem também apresentar uma Declaração de Devida Diligência e obter um número de referência (juntamente com um token de segurança) que deve ser incluído na declaração aduaneira de importação.
- ProduzindoGrandes fabricantes na UE, como os que produzem chocolate, devem verificar se a devida diligência foi realizada corretamente a montante na cadeia de abastecimento.
- Venda ou exportação de produtosAntes que um produto possa ser vendido no mercado da UE, os principais varejistas devem confirmar que a devida diligência foi realizada a montante na cadeia de suprimentos.
Por que a EUDR visa cadeias de suprimentos livres de desmatamento?
Um estudo publicado na revista Nature revelou que as atividades agrícolas foram responsáveis por quase 801 mil toneladas de desmatamento global, sendo que a agricultura comercial contribuiu com cerca de 401 mil toneladas. Além disso, a regulamentação é respaldada por pesquisas científicas substanciais que destacam os efeitos prejudiciais do desmatamento sobre as mudanças climáticas.
As florestas atuam como sumidouros de carbono, absorvendo dióxido de carbono da atmosfera. A perda de florestas não só reduz essa capacidade, como também libera carbono armazenado, exacerbando o aquecimento global. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) relata que o desmatamento é responsável por aproximadamente 111.030 toneladas das emissões globais de gases de efeito estufa.
Portanto, ao priorizar cadeias de suprimentos livres de desmatamento, o Regulamento da UE sobre o Desenvolvimento do Consumo (EUDR) visa reduzir a pegada ecológica da UE e incentivar práticas sustentáveis de uso da terra em todo o mundo. O regulamento também busca aumentar a conscientização e a responsabilidade entre produtores, comerciantes e consumidores em relação aos impactos ambientais de suas escolhas de consumo.
Além disso, a EUDR também está alinhada com esforços globais mais amplos, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, para combater as mudanças climáticas e promover a sustentabilidade ambiental.
Quais são os principais requisitos do EUDR?
O Regulamento da UE sobre o Desenvolvimento (EUDR) impõe vários requisitos essenciais às empresas que desejam comercializar dentro da UE:
- Due diligence: As empresas devem realizar uma análise minuciosa para garantir que seus produtos não sejam provenientes de desmatamento. Isso envolve rastrear a origem das mercadorias, avaliar o risco de desmatamento e tomar as medidas apropriadas para mitigar quaisquer riscos identificados.
- Rastreabilidade: A regulamentação exige que as empresas estabeleçam sistemas de rastreabilidade para monitorar a origem das mercadorias. Isso garante que cada etapa da cadeia de suprimentos seja documentada e que os produtos possam ser rastreados até fontes livres de desmatamento.
- Verificação: As empresas devem fornecer provas de que seus produtos cumprem os requisitos de ausência de desmatamento do Regulamento da UE sobre o Desenvolvimento do Transporte Agrícola (EUDR). Isso pode incluir imagens de satélite, sistemas de certificação e auditorias de terceiros para verificar se não houve desmatamento.
O que é a conformidade com o EUDR? E quais são os setores afetados?
A conformidade com o EUDR refere-se à adesão ao Regulamento da UE. O EUDR afeta principalmente as indústrias que dependem fortemente de produtos agrícolas, como óleo de palma, soja, gado, madeira, cacau e café. Esses produtos estão frequentemente ligados ao desmatamento, pois as florestas são derrubadas para dar lugar a plantações e pastagens.
Consequentemente, os setores de alimentos, cosméticos, biocombustíveis e madeira são os mais impactados. As empresas que atuam nesses setores agora precisam garantir que suas cadeias de suprimentos estejam livres de práticas relacionadas ao desmatamento, promovendo assim maior transparência e sustentabilidade.
Além disso, em termos de impacto global, espera-se que o EUDR influencie as cadeias de suprimentos muito além da Europa, uma vez que produtores e exportadores em países como Brasil, Indonésia e Costa do Marfim também adaptaram suas práticas para atender aos novos requisitos.
Um exemplo de conformidade com o EUDR pode ser visto na indústria do cacau. As empresas que obtêm cacau de regiões conhecidas pelo desmatamento, como a África Ocidental, agora devem fornecer provas de que o cacau não foi produzido em terras desmatadas.
Isso pode envolver trabalhar diretamente com agricultores locais para garantir práticas agrícolas sustentáveis ou fazer parcerias com órgãos de certificação como a Rainforest Alliance para verificar a sustentabilidade de suas cadeias de suprimentos.
Outro exemplo é a indústria do óleo de palma, onde as empresas são obrigadas a comprovar que seu óleo não provém de áreas recentemente desmatadas em países como Indonésia e Malásia. Isso está sendo feito por meio de monitoramento via satélite e colaboração com governos locais para promover práticas sustentáveis de uso da terra.
Qual o papel das aplicações de Observação da Terra (OT) na conformidade com o Regulamento (UE) sobre o Desenvolvimento da Diretiva (EUDR)?
Nos últimos anos, o foco global na sustentabilidade se intensificou, com o Regulamento da União Europeia sobre o Desmatamento (EUDR) emergindo como uma estrutura fundamental para mitigar o desmatamento e promover o uso responsável da terra.
Uma das ferramentas mais importantes para alcançar a conformidade com o EUDR é a tecnologia de Observação da Terra (OT). A capacidade da OT de fornecer dados precisos, abrangentes e em tempo real torna-a indispensável para monitorar o desmatamento, avaliar riscos e garantir o cumprimento das normas ambientais.
A tecnologia de observação da Terra abrange vários tipos, cada um desempenhando um papel único. Sensores ópticos, como os satélites da série Landsat, capturam imagens da superfície da Terra, permitindo a avaliação visual das mudanças no uso da terra.
Sensores de radar, como os satélites de Radar de Abertura Sintética (SAR), conseguem penetrar a cobertura de nuvens, fornecendo dados em regiões onde os sensores ópticos são menos eficazes. Além disso, sensores multiespectrais e hiperespectrais fornecem informações detalhadas sobre a saúde da vegetação, auxiliando na detecção precoce de atividades de desmatamento.
1. Papel da Observação da Terra no Monitoramento do Desmatamento
A tecnologia de Observação da Terra (OT) desempenha um papel fundamental no rastreamento das taxas de desmatamento, na identificação de áreas críticas e no monitoramento das mudanças no uso da terra. Ao utilizar imagens de satélite e sensoriamento remoto, a OT fornece dados precisos sobre a cobertura florestal, permitindo a detecção até mesmo de pequenas alterações ao longo do tempo.
Essa capacidade é crucial para identificar atividades de extração ilegal de madeira e conversões de terras não autorizadas, que geralmente são os principais fatores do desmatamento. De acordo com o Instituto de Recursos Mundiais, o mundo perdeu 11,1 milhões de hectares de floresta tropical nos últimos anos.
Dados de observação da Terra (OT) obtidos por imagens de satélite mostram que as taxas de desmatamento permanecem alarmantemente altas, particularmente em regiões como a Amazônia, o Sudeste Asiático e a África Central. Ao utilizar a OT, as autoridades podem monitorar essas regiões com mais eficácia, identificando áreas onde o desmatamento está se acelerando e tomando medidas oportunas para mitigar seu impacto.
2. Avaliação de Risco Baseada em EO
Além de monitorar o desmatamento, a Observação da Terra é fundamental para avaliar o risco de desmatamento nas cadeias de suprimentos. As empresas, principalmente aquelas que lidam com commodities agrícolas como óleo de palma, soja e carne bovina, estão sob crescente pressão para garantir que seus produtos não contribuam para o desmatamento.
A observação da Terra permite que essas empresas avaliem o risco de desmatamento em suas cadeias de suprimentos, analisando padrões de uso da terra, mudanças na cobertura florestal e proximidade com áreas protegidas. A importância da avaliação de risco baseada em observação da Terra reside em sua capacidade de priorizar os esforços de monitoramento.
As empresas podem identificar áreas de alto risco e alocar recursos para monitorar e mitigar os impactos do desmatamento de forma mais eficaz. Essa abordagem proativa não só auxilia no cumprimento do EUDR, como também melhora a reputação da empresa, demonstrando um compromisso com a sustentabilidade.
Por exemplo, os conjuntos de produtos da GeoPard, adaptados a setores específicos, oferecem monitoramento contínuo de ativos e insights acionáveis, ajudando as empresas a atender aos requisitos do EUDR usando seus sistemas existentes.
Aplicações bem-sucedidas de EO em conformidade com o EUDR
Diversas empresas de observação da Terra aplicaram com sucesso a tecnologia de observação da Terra para garantir a conformidade com o Regulamento da UE sobre o Desenvolvimento (EUDR), estabelecendo um padrão a ser seguido por outras. Por exemplo, o Global Forest Watch, uma iniciativa liderada pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI), utiliza dados de observação da Terra para fornecer informações em tempo real sobre as mudanças florestais em todo o mundo.
Sua plataforma tem sido fundamental para ajudar governos e organizações a monitorar o desmatamento e tomar medidas corretivas.
Outro exemplo notável é a plataforma OneAtlas da Airbus, que fornece imagens de satélite de alta resolução e análises de dados de observação da Terra para monitorar mudanças no uso da terra. Essa plataforma tem sido utilizada por empresas do setor de óleo de palma para garantir que suas operações não contribuam para o desmatamento, cumprindo assim os requisitos do EUDR.
Da mesma forma, o Anthesis Group também utiliza dados de observação da Terra para auxiliar empresas a lidar com as complexidades do Regulamento de Dispositivos Médicos da UE (EUDR).
Desafios e Oportunidades no Monitoramento do Desmatamento Baseado em Observação da Terra
A conservação ambiental, em particular a preservação das florestas, tornou-se uma questão crítica em todo o mundo. As tecnologias de Observação da Terra (OT), incluindo imagens de satélite e sensoriamento remoto, emergiram como ferramentas poderosas no monitoramento do desmatamento.
No entanto, a utilização de sistemas de monitoramento baseados em observação da Terra traz consigo um conjunto de desafios e oportunidades, particularmente em termos de qualidade de dados, processamento e integração com outras fontes de dados.
1. Qualidade e precisão dos dados
Um dos desafios mais prementes no monitoramento do desmatamento baseado em observação da Terra é garantir a confiabilidade e a precisão dos dados. Os dados de observação da Terra podem ser afetados por diversos fatores, como condições atmosféricas, limitações dos sensores e resolução temporal.
Por exemplo, a cobertura de nuvens pode obscurecer imagens de satélite, dificultando a obtenção de dados claros e consistentes. Da mesma forma, variações na sensibilidade dos sensores podem levar a discrepâncias nos dados, resultando potencialmente em avaliações imprecisas do desmatamento.
Para enfrentar esses desafios, foram desenvolvidos avanços na tecnologia de sensores e em algoritmos de processamento de dados. Sensores multiespectrais e hiperespectrais, por exemplo, podem capturar uma gama mais ampla de comprimentos de onda, melhorando a precisão dos dados.
Por exemplo, no Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utiliza dados de observação da Terra para monitorar o desmatamento na floresta amazônica. A precisão desses dados é crucial para o cumprimento das leis ambientais e para a responsabilização dos infratores.
2. Processamento e Análise de Dados
Outro desafio significativo no monitoramento do desmatamento baseado em observação da Terra é o processamento e a análise de grandes volumes de dados. Imagens de satélite e dados de sensoriamento remoto são frequentemente coletados em altas resoluções temporais e espaciais, resultando em conjuntos de dados massivos que exigem recursos computacionais substanciais para processamento.
Esse desafio é agravado pela necessidade de processar dados em tempo quase real, especialmente para aplicações como sistemas de alerta precoce para extração ilegal de madeira. Soluções técnicas para esses desafios têm surgido, aproveitando os avanços na computação em nuvem e na análise de big data.
Por exemplo, o Earth Engine do Google fornece uma plataforma baseada em nuvem para processar dados de observação da Terra em larga escala, permitindo a análise de padrões de desmatamento em diferentes períodos e regiões.
Além disso, técnicas de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML) estão sendo empregadas para automatizar a análise de dados de observação da Terra. Por exemplo, a plataforma Global Forest Watch utiliza dados de satélite processados em tempo quase real para fornecer alertas sobre atividades de desmatamento.
Essa capacidade é particularmente importante em regiões onde o desmatamento é desenfreado, como no Sudeste Asiático, onde as plantações de óleo de palma são um dos principais fatores de perda florestal.
3. Integração com outras fontes de dados
Embora os dados de observação da Terra sejam inestimáveis no monitoramento do desmatamento, sua eficácia aumenta significativamente quando integrados a outras fontes de dados. Dados de campo, por exemplo, podem ser usados para validar e calibrar os dados de observação da Terra, melhorando sua precisão.
Da mesma forma, a integração de dados de observação da Terra com informações da cadeia de suprimentos pode ajudar a identificar as fontes de desmatamento e responsabilizar as empresas por seu impacto ambiental. Um exemplo notável dessa integração é a plataforma Trase, que combina dados de observação da Terra com dados da cadeia de suprimentos para mapear o comércio de commodities ligadas ao desmatamento, como soja e óleo de palma.
Ao vincular eventos de desmatamento a empresas e cadeias de suprimentos específicas, a Trase fornece uma ferramenta poderosa para promover a transparência e a sustentabilidade no comércio global.
Um estudo publicado na revista “Remote Sensing of Environment” demonstrou que a combinação de dados de satélite com medições em campo melhorou significativamente a detecção do desmatamento em florestas tropicais.
Quais são os potenciais impactos do EUDR?
Embora o Regulamento da UE sobre o Desmatamento seja um passo positivo rumo à sustentabilidade ambiental, ele também levanta algumas preocupações e desafios. O regulamento entrou em vigor em 29 de junho de 2023. Logo após a sua implementação, os estoques europeus de café começaram um declínio notável, caindo 3,12 milhões de sacas entre junho e outubro.
Embora os estoques viessem diminuindo gradualmente nos mercados de destino nos últimos dois anos, essa redução significativa de 26,9% em apenas alguns meses levou os estoques europeus a níveis historicamente baixos e aumentou as preocupações sobre o impacto da nova regulamentação.
Além disso, uma das principais preocupações é o impacto potencial sobre os pequenos agricultores e produtores nos países em desenvolvimento. Em regiões como a África Subsaariana, onde a agricultura familiar é predominante, o EUDR poderia, inadvertidamente, marginalizar esses produtores, expulsando-os do mercado europeu.
O cumprimento dos requisitos do EUDR pode ser difícil e dispendioso para essas partes interessadas, podendo levar à exclusão do mercado ou a dificuldades económicas.
Entretanto, uma questão crucial é o potencial de "vazamento", em que as atividades de desmatamento migram para mercados fora da UE que não possuem regulamentações semelhantes. Isso poderia comprometer a eficácia da Diretiva de Desmatamento da UE (EUDR) na redução do desmatamento global, especialmente em regiões com governança ou capacidade de fiscalização frágeis.
Garantir a implementação eficaz do EUDR exigirá uma forte colaboração entre governos, empresas e organizações da sociedade civil. Portanto, o fortalecimento de parcerias globais e o aumento da transparência nas cadeias de suprimentos são essenciais para abordar as possíveis desvantagens do EUDR.
Além disso, a pesquisa científica em andamento e os avanços tecnológicos, como o aprimoramento das imagens de satélite e da análise de dados, são essenciais para garantir o sucesso da regulamentação.
Em que diferem o EUDR de regulamentos semelhantes?
1. Estados Unidos: A Lei Lacey
A Lei Lacey, promulgada em 1900 e emendada em 2008, é uma das regulamentações ambientais mais antigas e abrangentes dos Estados Unidos. Ela proíbe a importação, exportação e comércio de animais selvagens, peixes e plantas que tenham sido obtidos ilegalmente.
A Lei Lacey tem sido fundamental para conter a exploração madeireira ilegal e o desmatamento, impondo penalidades rigorosas aos infratores. Embora a Lei Lacey compartilhe semelhanças com o EUDR (Regulamento Europeu para a Proteção dos Direitos dos Resíduos de Exploração) em seu objetivo de proteger o meio ambiente e prevenir o comércio ilegal, ela difere em escopo e aplicação.
O EUDR centra-se especificamente no desmatamento e abrange uma gama mais ampla de produtos. Além disso, o EUDR enfatiza a responsabilidade das empresas em garantir cadeias de abastecimento livres de desmatamento, enquanto a Lei Lacey dá mais ênfase à legalidade do fornecimento.
2. Reino Unido: Lei do Meio Ambiente de 2021
A Lei Ambiental do Reino Unido de 2021 inclui disposições destinadas a combater o desmatamento ilegal e a promover cadeias de abastecimento sustentáveis. Tal como o EUDR, exige que as empresas garantam que determinadas matérias-primas não estejam ligadas ao desmatamento ilegal.
No entanto, a regulamentação do Reino Unido é atualmente menos rigorosa do que o Regulamento da UE sobre o Desenvolvimento do Consumidor (EUDR) em termos da gama de produtos abrangidos e do nível de diligência prévia exigido das empresas. A Lei do Meio Ambiente também enfatiza o papel da diligência prévia e da transparência na redução da pegada ambiental do Reino Unido.
A regulamentação exige que as empresas relatem suas práticas na cadeia de suprimentos, de forma semelhante aos requisitos do EUDR para que as empresas forneçam evidências de que seus produtos são livres de desmatamento. No entanto, o EUDR vai além, abordando também o desmatamento legal em seus regulamentos, com o objetivo de proteger as florestas independentemente das leis locais.
3. Austrália: Lei de Proibição da Extração Ilegal de Madeira de 2012
A Lei de Proibição da Exploração Florestal Ilegal da Austrália de 2012 concentra-se na prevenção da importação e do processamento de madeira extraída ilegalmente. Essa regulamentação tem um escopo mais restrito em comparação com o Regulamento da UE sobre o Desmatamento (EUDR), que abrange uma gama mais ampla de produtos e aborda tanto o desmatamento legal quanto o ilegal.
A regulamentação australiana preocupa-se principalmente com a legalidade da extração de madeira, enquanto o EUDR adota uma abordagem mais abrangente, abordando o impacto ambiental do desmatamento e promovendo práticas sustentáveis em diversos setores.
Conclusão
O Regulamento da União Europeia sobre o Desflorestamento (EUDR) visa impedir o desflorestamento global, garantindo que os produtos da UE não contribuam para a perda de florestas. Ele impacta setores como a agricultura e a silvicultura, exigindo rastreabilidade rigorosa e práticas sustentáveis.
Para os países onde esses setores são vitais, a Diretiva de Uso de Recursos da UE (EUDR) exige mudanças como o fornecimento de produtos livres de desmatamento e uma melhor gestão da terra. Embora a conformidade possa ser desafiadora e dispendiosa, ela também oferece oportunidades para inovação e uma vantagem competitiva, como a introdução de aplicações de Observação da Terra (OT).
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